
Arritmias cardíacas representam irregularidades no ritmo com que o coração bate. Para quem pratica ou quer começar a praticar atividades físicas, entender essa condição é essencial para manter a saúde em dia.
Arritmias ocorrem quando o coração bate fora do ritmo normal, mais rápido (taquicardia), mais devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Apesar da maioria ser benignas, algumas podem ser graves e até fatais.
O coração possui um sistema elétrico responsável pelos batimentos. Qualquer falha nesse sistema pode resultar em arritmia.
Fibrilação atrial: Arritmia em que os átrios perdem a contração organizada, gerando batimentos irregulares, muitas vezes, acelerados, impactando o desempenho do coração e aumentando o risco de AVC por risco de formação de coágulos.
Taquicardia ventricular: Arritmia caracterizada por batimentos rápidos originados nos ventrículos, potencialmente fatal.
Bradicardia: Frequência cardíaca mais lenta que o normal, que pode ser fisiológica ou indicar falha no sistema elétrico do coração, principalmente quando associada a sintomas.
Extrassístoles: Batimentos antecipados que interrompem o ritmo cardíaco normal, geralmente benignos, que podem causar sensação de “pulos”, “palpitações” no coração.
Praticar exercícios é excelente para a saúde cardiovascular, mas quem tem arritmias precisa de atenção especial. Durante o exercício, o coração precisa bombear mais sangue, o que eleva a frequência cardíaca e a força com que o coração bate. Determinadas arritmias ou associadas a doenças estruturais do coração exigem investigação mais detalhada antes da liberação para atividade física.
Atividades intensas podem agravar ou desencadear arritmias, especialmente em quem já tem predisposição. Por outro lado, exercícios regulares e bem orientados podem fortalecer o coração e melhorar o quadro de algumas delas. A chave está em adaptar a intensidade e o tipo de atividade ao seu caso.
Alguns sinais exigem atenção especial durante os treinos. Se você sentir:
Interrompa a atividade imediatamente e procure avaliação médica.
O diagnóstico geralmente começa com uma avaliação clínica. O cardiologista pode solicitar exames como:
Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração no momento do exame e identifica alterações.
Holter 24 horas: monitoramento contínuo por 24h para detectar variações no ritmo ao longo do dia e da noite.
Teste ergométrico e Ergoespirometria: exame de esforço em esteira que mostra como o coração e o sistema cardiovascular reage ao exercício.
Ecocardiograma: avalia a estrutura (anatomia) e função do coração
Se você já foi diagnosticado com arritmia, é fundamental manter o acompanhamento médico. Mas também é importante buscar ajuda imediatamente se:
Perceber irregularidade da frequência cardíaca durante os treinos.
Se você tem arritmia e quer manter uma rotina ativa, siga estas orientações:
Nunca ignore sintomas, mesmo que leves, elas podem representar os primeiros sinais de alerta para algo mais sério.
Com acompanhamento especializado, é possível transformar o exercício físico em um aliado do tratamento das arritmias, promovendo mais segurança, desempenho e qualidade de vida
O Dr. Leonardo Fantini é cardiologista com ampla experiência em saúde cardiovascular. Ele oferece uma abordagem completa para quem deseja praticar atividades físicas com segurança, mesmo com o diagnóstico de arritmia.
Com o acompanhamento certo, é possível:
Avaliar os riscos de forma individualizada
Realizar os exames adequados
Montar um plano de tratamento e exercícios seguros e personalizados.
Se você tem arritmias cardíacas e deseja viver com mais qualidade, entre em contato com o Dr. Leonardo Fantini. Com conhecimento técnico, atenção personalizada e acompanhamento contínuo, você pode manter seu coração saudável e sua rotina ativa com segurança e tranquilidade.
Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). Diretrizes para manejo das arritmias ventriculares e prevenção da morte súbita.
European Heart Journal, 2022.
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (SOBRAC). Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2025.





